"A vida não é medida pelo número de vezes que se respira, mas pelos momentos em que se perde o fôlego."

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Domingo, 12 de Agosto de 2012

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"Os beijos sempre lhe pareceram estranhos, errados, e nunca por culpa dela ou dele, visto que não há beijos maus, há pessoas incompatíveis, só isso. E de facto eles não faziam sentido. Nunca fizeram sentido. De tal forma que ele sempre se tinha sentido no meio de dois momentos. O momento em que beijava a pessoa errada e o momento em que iria beijar a pessoa certa."

 

Pedro Rodrigues

publicado por mac às 23:18

Domingo, 08 de Julho de 2012

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Sacia-se o corpo para se abrir um buraco na alma. É matemático tal como perceber que o amor que julgávamos possuir nos fugiu por entre os dedos qual água que se tenta infrutiferamente segurar.

Caras e mãos frente a frente que se dignam ao que tem de ser feito. Uma espécie de gozar a seco que não tem por onde crescer.

Há coisas que nos matamos a tentar não fazer e que fazemos das tripas coração a fazê-lo, depois percebemos que mais valia ter estado quietos e seguido o nosso instinto. Podem chamar isso de primitivo, mas na maioria dos casos acerta sempre, fatalmente como o destino.  

 

publicado por mac às 05:37

Quinta-feira, 21 de Junho de 2012

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Queriam-se usar tanto quando possível.

Mas arranjavam desculpas que caiam sempre no mesmo. Quando calhar dizia um, talvez da próxima vez dizia o outro quando se picavam mais que o suposto.

E nesses momentos a verdadeira razão suplantava sempre presa ao indizível que nem eles sabiam.

Às vezes o medo ganha à vontade.

É melhor assim, porque quando se toma o gosto por inteiro é mais difícil deixar pela metade o que não se quer terminar.

 

 

 

publicado por mac às 23:31

Quarta-feira, 06 de Junho de 2012

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Aquele momento numa conversa em que eu me surpreendo a mim mesma. Esforço-me por manter interesse e caio encalhada na praia ao sol quente. Retornam apenas vocábulos e frases soltas sempre em torno do mesmo tema que alterna de tempo a tempo. Um encher chouriços a passo de caracol como que a esticar o tempo de antena a dois.

Com tanto homem na terra e eu soube escolher a dedo. Sempre escolhi a dedo.

E gostei eu tanto. E dediquei eu tanto. E qui-lo eu tanto. Nem para mim sou boa.

 

publicado por mac às 01:13
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

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"Perguntas-me «quando?» E não tenho resposta. O tempo é uma medida ingrata, distorcida.
Digo-te «agora», «este instante», enquanto te perdes num labirinto escuro, numa espiral de contradições. Em círculos vives a cegueira do imprevisível, a ansiedade do querer e não poder. Perdes-te de juízo, dúvidas e complicações. Perdes-te e eu já não te encontro, não te vejo, não te desejo. No instante nosso que passou sem perceberes. No olhar que te despiu e fugiu de raspão, no toque da mão que arrepiou o corpo de prazer, no sorriso que te beija com timidez. Passou o nosso instante mais uma vez. E as perguntas persistem por entre o encaixe perfeito dos corpos que se descobrem num sonho, repetitivo, meu e teu. Surge sempre "o depois" que persegues sôfrego, como um muro alto que nos separa e afasta, onde embato estilhaçada e desisto de te procurar. Onde somos inevitavelmente dois. Perde-se o momento em que te quero, sempre o agora, neste instante. Afogado em perguntas que não respondo, não me perguntes, não me interessa, o que vem depois."

 

by Closet

 

Das palavras que podiam ser um qualquer recorte da minha história.

O "quando" entre nós colide sempre com o acontecimento. E o "depois" foge-lhe sempre proporcionalmente à vontade do ponto de partida.

 

 

publicado por mac às 20:13